Saturday, October 28, 2006

Leio, logo existo...

Muitos sabem da minha leitura compulsiva... leio de tudo mesmo desde densos teoremas políticos até embalagem de shampoo, passando por notinhas de rodapé, bulas de remédio e folhetos distribuídos na rua. E um dos programas que mais me anima é ter um momento todo meu em livrarias.

Sinto-me maravilhada em qualquer uma destas grandes livrarias famosas de hoje em dia, sem distinção ou preferência por nenhuma. Passo horas a frente da seção de literatura estrangeira, caçando novos autores, enredos interessantes, grandes tendências e sugstões, além de claro meus autores queridos de coração, dentre eles Amos Oz e José Saramago. Depois passo mais um cadinho de tempo na literatura nacional, passando os olhos e folheando páginas de Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, entre outros... e ainda sobra um tempinho de passar para a literatura estrangeira e ficar morrendo de vontade de levar para casa L´etrangére de Alberto Camus (juro que ainda volto lá para garantir o meu!).

A cada vez que completo esse ritual, fico com o peito cada vez mais suspirante, um tanto quanto feliz e transbordado de literatura e ao mesmo tempo um tanto quanto decepcionada por não ter seguido o meu sempre oculto desejo de ser uma escritora e ter a imensa alegria de ter um livro publicado em algumas dessas livrarias, para alimentar a fome de leitura de pessoas como eu.

2 comments:

Jim Selva said...

Oras!, e por que não levou o livro p/ casa?!
Tudo bem..., por incrível coincidência, aconteceu de eu quase comprar "O homem revoltado", também do Camus, uma vez. Deveria tê-lo comprado.
Quanto a ler de tudo,... bom, achei que eu era o único com esse "problema"... ehehehe

Jim Selva said...

Acho que nem um dia no "Ibira" se compara a uma tarde numa livraria