Muitos sabem da minha leitura compulsiva... leio de tudo mesmo desde densos teoremas políticos até embalagem de shampoo, passando por notinhas de rodapé, bulas de remédio e folhetos distribuídos na rua. E um dos programas que mais me anima é ter um momento todo meu em livrarias.
Sinto-me maravilhada em qualquer uma destas grandes livrarias famosas de hoje em dia, sem distinção ou preferência por nenhuma. Passo horas a frente da seção de literatura estrangeira, caçando novos autores, enredos interessantes, grandes tendências e sugstões, além de claro meus autores queridos de coração, dentre eles Amos Oz e José Saramago. Depois passo mais um cadinho de tempo na literatura nacional, passando os olhos e folheando páginas de Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, entre outros... e ainda sobra um tempinho de passar para a literatura estrangeira e ficar morrendo de vontade de levar para casa L´etrangére de Alberto Camus (juro que ainda volto lá para garantir o meu!).
A cada vez que completo esse ritual, fico com o peito cada vez mais suspirante, um tanto quanto feliz e transbordado de literatura e ao mesmo tempo um tanto quanto decepcionada por não ter seguido o meu sempre oculto desejo de ser uma escritora e ter a imensa alegria de ter um livro publicado em algumas dessas livrarias, para alimentar a fome de leitura de pessoas como eu.
2 comments:
Oras!, e por que não levou o livro p/ casa?!
Tudo bem..., por incrível coincidência, aconteceu de eu quase comprar "O homem revoltado", também do Camus, uma vez. Deveria tê-lo comprado.
Quanto a ler de tudo,... bom, achei que eu era o único com esse "problema"... ehehehe
Acho que nem um dia no "Ibira" se compara a uma tarde numa livraria
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