Wednesday, February 21, 2007

Convite

Não sou a areia
onde se desenha um par de asas
ou grades diante de uma janela.
Não sou apenas a pedra que rola
nas marés do mundo,
em cada praia renascendo outra.
Sou a orelha encostada na concha
da vida, sou construção e desmoronamento,
servo e senhor, e sou
mistério.


Lya Luft

2 comments:

Anonymous said...

Ops, PRIMEIRÁSSA!!!

HUAHAUAHU...

Lindo poema, pena que as pessoas não falem assim hoje em dia. Seria tão poético os nossos dias, e olhares, ações e a própria vida.
Sinto falta de poesia nos blogs e arredores do mundo. Hoje tudo é corrido e num flash e vida se esvai. Não corra. Viva.

Bjs, Maria!!!

Anonymous said...

e não somos todos?

:}