Hoje a tarde o tempo fechou. A tempestade que chegava era da cor dos meus olhos castanhos. E por mais horrendo que isto possa parecer, eu adoro quando o céu fica assim. Não pela chuva que está por vir (e o estrago que ela faz na terrinha da garoa), não pelo poetismo que isto possa carregar e muito menos pela melancolia despertada em alguns. Eu simplesmente perco boa parte dos meus minutos olhando para este céu que ao mesmo tempo é sublime e carregado, o deslizar das nuvens e o correr dos pássaros e, principalmente, os raios e clarões das tempestades.
Luz e cores são algo que sempre mexeram muito comigo, que sempre me identifiquei muito. Seja pela intensidade, pela expressão, pelo brilho, pela suavidade, pelas combinações e por serem óbvias. Elas simplesmente são.
Como disse no scrap anterior, às vezes por nada falar e partilhar com os outros, posso passar uma imagem fechada, embrutescida e fria. Mas sempre fui autêntica, sincera e verdadeira. E se tem algo que mais me chateia nesse mundo é falsidade. Ok, isto parece frase de uma menina de 10 anos de idade, mas ao contrário do que muitos pensam, o que mais me faz sofrer é saber que fui enganada e que me façam de boba. Tem gente que acha que eu não sei de muita coisa que falam (ou melhor, inventam) sobre mim, que para os que me conhecem de fato sabem que é mentira.
Falsidade me irrita, tanto quanto oportunismo.
Mas esses que assim o são, não precisam se preocupar comigo. Não tomarei satisfações, nem armarei escândalos. Minha diplomacia é outra. Mesmo porque a sua credibilidade já é questionada por todos, e você sabe disso. Pior de tudo é tentar te proteger do pior, mesmo sabendo do que você é capaz. Fique contente por não ter a mesma pobreza de espírito que o seu, porque todo virginiano que se preza acredita no ditado "what goes around, comes around".
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