"É claro, uma apresentação.
Um começo.
Onde estão todos meus bons modos?
Eu poderia me apresentar apropriadamente, mas, na verdade, isso não é necessário. Você me conhecerá o suficiente e bem depressa, dependendo de uma gama diversificada de variáveis. Basta dizer que, em algum ponto do tempo, eu me erguerei sobre você, com toda a cordialidade possível. Sua alma estará em meus braços. Haverá cor pousada em meu ombro. E levarei você embora gentilmente. Nesse momento, você estará deitado - raramente encontro as pessoas de pé - estará solidificado em seu corpo. Talvez haja uma descoberta; um grio pingará pelo ar. O único som que ouvirei depois disso será minha própria respiração, além do som e do cheiro de meus passos.
A pergunta é: qual será a cor de tudo nesse momento em que eu chegar para buscar você? Que dirá o céu?
Pessoalmente, gosto do céu cor de chocolate. chocolate escuro, bem escuro. As pessoas dizem que ele condiz comigo. Mas procuro gostar de todas as cores que vejo - o espectro inteiro. Um bilhão de sabores, mais ou menos, nenhum deles exatamente igual, e um céu para chupar devagarinho. Tira a contundência da tensão.
Ajuda-me a relaxar."
Anestesia. Desligamento do mundo. Ópio da imaginação.
Estou imersa.
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