Já estava na hora dela partir. Aliás, hoje bem mais cedo do que costumeiramente. É...uma de suas reponsabilidades deveria ser resolvida hoje. Mas tudo bem. Nada ia dar errado. Pegou suas coisas e saiu. Como de costume, logo ao sair já colocou os fones em seu ouvido e rumou ao seu destino. Mas o dia - para ele não importava - ele continuou silencioso.
E a música sumiu, as batidas, as vozes e os arranjos também. Não havia conversas, gritos, reclamações, nem barulhos no ônibus. Os esbarrões não incomodavam mais. No metrô, a mesma história. As paradas fora de estação, as freadas bruscas, o entra-e-sai, nada disso fazia barulho. Ela começou a estranhar. Ela sabe o que isso significa. Mas o dia - para ele não importava - ele continuou silencioso.
Tarefa cumprida e ela vai para casa, exausta, acabada e quieta. Lá, continua tudo o mesmo desenrolar de sempre. As mesmas perguntas, as mesmas práticas, os mesmos hábitos e talvez uma ou outra novidade. Mas o dia - para ele não importava - ele continuou silencioso.
E o silêncio se apresenta. De repente e de maneira discreta. Somente alguns minutos e ela entende o que tudo conspirava para que ela entendesse, e ela tonta insistia em acreditar como verdadeiro. Ela não quer pensar. Ela não quer ouvir. E ela não quer acreditar que chegou a acreditar... Mas o dia - para ele não importava - ele continuou silencioso.
E de repente, faz-se o som de seu fone. Como que para aconselhá-la...
Ando tão à flor da pele
Que meu desejo se confunde com a vontade de não ser
Ando tão à flor da pele
Que a minha pele tem o fogo do juízo final
Baby, honey baby
Oh, minha honey baby
Honey baby, honey baby
1 comment:
Seu telefone s� d� secret�ria e vc n�o me atende na porra do seu celular! Caraaai...
Vc VAI conversar comigo, nem que seja as 3 da matina! Quero saber como vc est�. =)
Beijos gordos.
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