Saturday, September 20, 2008

The point of no return

Tudo o que fez foi acreditar.Talvez seja agora. E deixou todos os preconceitos de lado, são ultrapassados nos dias de hoje. Respeitou o tempo. A pressa e a afobação eram obstáculos recorrentes em sua vida, não deixaria que os fossem novamente. Conteve-se por diversas vezes afim de não estragar o ponto que até então havia chegado,como se não fosse possível voltar atrás. Preferiu estacionar no ponto onde não existiria volta - pelo menos em sua cabeça - a se arriscar em avançar fronteiras. Quem sabe entendendo bem a situação, o momento de atuar seria em seu tempo adequado.

Mas os imprevistos. Para alguns, o elemento surpresa é o determinante central de vitória em qualquer batalha. E não podia ser diferente, eles existiram. De maneira que não pudesse mais controlar, ignorar e impedir que eles fizessem parte de sua história e - pior - invadissem sua cabeça, assombrassem sua mente.

O tempo também foi se esvairindo. Ou melhor, fez-se cada vez mais notável. A ausência foi presente. E aos poucos, começou a perceber que já de nada adiantava (adiantaria) lutar contra ela. A pior distância não é a física. Tentou acreditar até o seu máximo,agarrou-se até o último fio de esperança. Mas se machucava na mesma proporção, até uma hora que não pode mais aguentar. Sentiu a fraqueza pulsando em suas veias e uma tristeza enorme invadindo o seu peito. Pergunta-se até hoje aonde errou, mas sabe que não é possível voltar no tempo para consertá-lo. Agora, assiste às luzes baixarem, uma vela que de repente se apaga sem ser preciso soprar-lhe.

Você nunca saberá o quanto brilhava dentro dela.
E foi assim que desistiu. Que reconheceu não ser forte o bastante para continuar adiante. Mantém-se a algumas milhas do sol, um dia quem sabe a chama volta a acender.



(primeiro post com trilha sonora!!)

1 comment:

Anonymous said...

Achei bonito...

beijos,