Sabe, já faz um tempo que deixei de ter esperança em certas coisas. Não pelo fato de ter me tornado uma pessoa mais cética ou talvez mais pessimista. Mas acho que foi a única maneira que encontrei para me proteger, de não me iludir com certas pessoas, situações ou promessas alheias que me são feitas.
Todos já sabem, sou uma pessoa que estou em constante reflexões filosóficas, morais, antropológicas e psicológicas. E de uns tempos para cá tenho feito comparações entre situações que estão me ocorrendo agora e qual seria a minha reação há 2, 3, ou 5 anos. É impressionante a mudança. Sinto que me tornei uma pessoa menos possessiva, menos controladora e dependente. Mas ao mesmo tempo continuo com a mesma mania de pensar 300 mil vezes antes de tomar uma decisão, pensar sempre no pior cenário, me diminuir, não confiar no meu taco e entre tantos...
Embora algumas coisas nunca terem mudados - e talvez nunca mudem - sinto que estou mais fortalecida e determinada. Sei o que quero e não vou mudar meus princípios e vontades para agradar as pessoas, ou numa pseudo-tentiva de buscar a felicidade. Mesmo porque, acredito que a felicidade não é o destino que devemos buscar, mas o instrumento pelo qual vivemos a vida.
As vezes acho que esse fortalecimento e determinação, se traduziu em pessimismo ou pragmatismo. Especialmente em relacionamentos amorosos. Parece que, pelo fato de ter passado por experiencias não muito agradáveis nesses últimos anos, me desencantei um pouco do mundo. Deixei de acreditar em contos de fadas e principes encantados. Por um lado isso foi bom, pois me acordou para essencia humana em reconhecer que todos nós somos passíveis de erros e defeitos. Aliás, isso nos torna ainda mais interessantes e únicos. Mas por outro lado, perdeu-se um pouco da magia, do carinho, da conquista e da saudade. Ficou tudo tão raso e supérfluo. Isso acaba comigo. E acredito que nunca deixarei de pensar assim.
Encontro pelo meu caminho pessoas maravilhosas, interessantes e instigantes. Mas a maneira e o ceticismo com a qual elas lidam com a vida e com o envolvimento entre pessoas me faz questionar se o problema não reside em mim. Pois acho que a Alice dentro de mim jamais morrerá. Entendo que como só temos essa vida, devemos vive-la intensamente. Mas até aí cair no extremo total de estar sempre em busca de um prazer imediato, sem maiores envolvimentos e vínculos é totalmente non-sense para mim. Quem tudo busca, nada tem. Além da inteligencia, do bom-humor, do companheirismo e tudo mais, a vontade de envolver e deixar se envolver para mim também é afrodisíaco.
As vezes acho que é coisa do destino encontrar com algumas pessoas. Todas elas me marcam demais, e acredito que fico com um pouco delas dentro de mim. Sua maneira de pensar, de agir e de encarar a vida, mesmo que não sejam condizentes com as minhas, me fazem pensar muito sobre o presente e o futuro.
Cada pessoa me deixa uma marca. Um lembrança. Um cheiro. Um som. Uma risada. Um toque. Mas ainda sinto que alguma coisa está faltando... E por isso sinto que não posso mais continuar o que foi começado. Não quero que isso vre um clichê de que "o problema sou eu, não você". Mas é a mais sensata verdade. Sei que o que busco, você não pode e nem quer me oferecer. E isso não é uma crítica. Mas estou em busca de uma pessoa completa, uma companhia, um amigo e confidente, um amante. E você sabe que não é assim, infelizmente...
Mas tenho que seguir minha vida. Melhor o fazer agora, antes de me envolver mesmo. Porque tenho a mania besta - e essa com certeza NUNCA vai mudar - de perder minha racionalidade quando gosto de alguém. Eu sinto muito, de verdade. Pois sei que não conhecerei outra pessoa como você em tão pouco tempo. Ou talvez nunca conheça. Mas falta algo ainda dentro de mim. E eu quero encontrar...
1 comment:
Você não acha que sempre vai faltar algo...?
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