Thursday, April 12, 2007

Um dia pelo silêncio

Tem dias que o que eu mais quero é silêncio. E aconselho que todos façam o mesmo.
Não por estar brava, chateada ou magoada com alguém. Muito menos por dor-de-cabeça, TPM, ou simplesmente mau-humor. Mas tem dias que preciso do vazio.
Tem dias em que preciso voltar para mim mesma e fazer um check-up com meus sentimentos. Saber o que está acontecendo, o que eu sinto, o que eu deixei de sentir, o que já não presta mais e que precisa sair de mim. Ou, pura e simplesmente, recuperar as forças para sobreviver nesta cidade louca, neste mundo louco, cada vez mais insensível.
Tem dias que o que eu mais quero é ficar na minha cama, sentadinha - tal como aquelas velhas bonecas de pano - olhando para as nuvens correndo pela janela, pensando um pouco em tudo que está acontecendo, pois há muito deixei de pensar tanto. Eu pensava demais. E me machucava. Mas tem horas em que pensar é necessário. E é nessas horas que a Alice que vos fala põe os pés no chão, e tira as lentes cor-de-rosa de seus olhos. E encara a realidade.
As vezes me acho estranha por ter essa "propriedade" de tirar o dia para o silêncio. Mas vocês não fazem idéia que como me faz bem, por mais contraditório que o silêncio possa soar. O silêncio me faz pensar... deve ser por isso que funciono melhor a noite.
No silêncio, para mim, tudo é possível, tudo é imaginável, tudo é alcançável.
No silêncio, eu me encontro e me perco.
No silêncio, o som que bate é o da minha alma.

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